Deixai para trás as entranhas de meu conforto
e voltei.
Armado de línguas e ideias inconsequentes,
regido pela mais estranha forma de ostentar abismos,
eu voltei.
Com o pulmão carregado de vidas e caos.
Com cada letra desenhando meu grito incoerente.
Com a minha pesada lira abocanhando
este velho mundo de felicidades mentirosas,
eu voltei.
Sou minha arte destrinchando o verso.
Sou minha carne desfolhando a criação.
Sou a canção mais suja a desabrochar encantos vis.
Eu voltei.
Na imensidão de minha pequena cena fingida,
traço minha loucura
pela ingenuidade mascarada
de um singelo poema.
(junho 2011)
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